Preto, pobre e suburbano

Esse aqui é o cotidiano de um simples jornalista carioca que mora e circula pra cima e pra baixo na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Mas acaba sempre voltando pra a base, em Bangu - terra onde só os fortes sobrevivem pq é longe pra burro e tem que ter saco pra aturar as idas e vindas...

terça-feira, maio 22, 2007

isso aconteceu na semana passada... eu estava em Macaé.

desci de onde estava hospedado e sofria com um início de gripe. a idéia seria ir até uma farmácia e comprar um remédio ou algo me desse mais disposição.

fui informado que deveria seguir por uma rua, pegar a esquerda e caminhar até o sinal.

em dado momento olhei pro olho lado da rua, queria identificar o que era aquele longo muro branco... descobri ao ler uma placa: um cemitério.

naturalmente caminhei mais para o lado oposto. olhei pra ver o q era e... epa! outro cemitério!

diliça, eu estava cercado por cemitérios num noite fria, escura, passando por uma rua absolutamente vazia. era um cenário não muito encorajador.

apertei o passo, olhando fixamente pra frente e... vejo um carro... hahaha. era um rabecão.

ah, nessa hora imaginei que só faltaria uma voz do além dizer "Vicente..."

entrei na primeira rua q vi pra fugir do cenário estranho.

inclusive até achei a farmácia, mas após mais de dez minutos de caminhada...