Preto, pobre e suburbano

Esse aqui é o cotidiano de um simples jornalista carioca que mora e circula pra cima e pra baixo na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Mas acaba sempre voltando pra a base, em Bangu - terra onde só os fortes sobrevivem pq é longe pra burro e tem que ter saco pra aturar as idas e vindas...

sexta-feira, julho 11, 2003

Quéjual dei

Tava conversando hoje com companheiro Eduardo, colega de trabalho, quando ele disse algo que tive que tirar o chapéu.

- Essa coisa de 'casual day' é muito péla-saco, né.

Concordo em gênero, número e grau.

Nós, trabalhadores braçais da comunicação, convivemos no mesmo andar com um número sem fim de engravatados. Um mundo de pessoas com aqueles infernais pedaçoes de pano pendurados no pescoço.

Neguinho (e branquinho tb) desfila a semana inteira com aquela pose, aquelas roupas pesadas e tal. Nada contra os caras, diga-se de passagem. Mas chega a sexta-feira e vem todo mundo meio largado, de jeans, meio desencanado. Argumentam que sexta-feira é um dia mais informal... Tá, tá bom. Sexta-feira é um dia mais informal... querem me convencer disso. Na boa, acho péla-saco. Mas tem gente que gosta e acha bonito.

Provavelmte isso é mais uma idéia mondronga de um 'papa' disso ou aquilo estadunidense, né. O engravato-mór fala e todos os outros dizem: "Ó!". Tenha paciência... Gente bunda-rachada...