Preto, pobre e suburbano

Esse aqui é o cotidiano de um simples jornalista carioca que mora e circula pra cima e pra baixo na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Mas acaba sempre voltando pra a base, em Bangu - terra onde só os fortes sobrevivem pq é longe pra burro e tem que ter saco pra aturar as idas e vindas...

domingo, dezembro 03, 2006

A hospedagem nos primeiros dias que foi cruel. Fui para um hotel no Centro, perto do Largo de São Sebastião, onde fica o Teatro Amazonas. O hotel, que era modesto, vacilou feio comigo. E olha q não sou de frescura, viajo e fico feliz da vida em hostels por aí.

Cheguei ao hotel, após horas de viagem, e só queria ir pro quarto, tomar um banho e dormir. Fui recebido, deram minha chave e já não tive uam boa impressão. Dos quatro elevadores, dois estava quebrados. O viajante teve que esperar por intermináveis minutos até conseguir embarcar. Cheguei ao andar, fui até o quarto e abri a porta. Um insuportável ar de fumaça veio na minha direção. Vi ainda que a cama estava desarrumada e tive a clara impressão de que "tem alguém aqui". Fechei a porta quase que num susto e parti pra recepção de novo.

Procurando manter o sorriso no rosto e o bom astral. Fui ao térreo de novo, a menina se mostrou surpresa com o ocorrido. Acho que sequer pediu desculpas e me mandou pra outro quarto. Enfim me hospedei e fiquei na boa.

No dia seguinte parti para labuta. Um dia puxado pra quem nao está acostumado ao calor manauara. Já de volta, xi..., uma triste constataçao. Também se esqueceram de arrumar meu quarto. E mais um problema. A chave, um cartão magnético, desmagnetizou. Ok. Vamos a portaria outra vez. Onde ouvi que a máquina que magnetizada as chaves estava quebrada e eu teria que trocar de quarto de novo. Vamos entao, né.

Troquei. Já naquele que seria o meu terceiro quarto no mesmo hotel percebi que não tinha controle remoto da televisão. É superfluo, eu sei. Mas imagina quando vc chega cansado do trabalho, um caco, e só quer ficar zapeando à toa em busca de não sei o quê? Como iria fazer isso?

Pedi à recpeção o controle. Passou meia hora e nada. Liguei pra lá de novo. "O mensageiro não levou controle para o senhor?"Dã, claro que dão. Mais 15 minutos e chegou o bichinho.

Mas quem disse q o controle funcionava?

Na mesma noite não esperei o que o hotel aprontaria comigo, liguei para a empresa, lá no Rio, e me arrumaram outro hotel antes que eu perdesse o bom humor. Nessa mesma noite fui embora desse hotel.